Falando de VPNs

Primeira pergunta: será que preciso mesmo de instalar uma VPN ?

A melhor resposta é dita desta forma: Se usa a Internet em locais públicos, se faz compras online, se utiliza cartões de crédito nas suas transacções, ou simplesmente quer estar anónimo quanto ao seu endereço de IP para não ser rastreado, então sim, deve instalar um software de VPN nos dispositivos que acedem à Internet (computador, tablet ou smartphone).

Mas  comecemos pelo princípio. Se é técnico de informática a sigla ou o termo VPN não será uma novidade para si. Por outro lado, se é apenas alguém que gosta de Informática e de novas tecnologias, porventura poderá não saber muito bem o que é e como funciona. 

A sigla VPN significa Virtual Private Network, ou em português, Rede Virtual Privada. No fundo esta rede virtual, possibilita uma ligação ponto-a-ponto entre o seu dispositivo e o equipamento destino com que a comunicar, criando uma espécie de  túnel de comunicação  encriptada e segura, sendo quase impossível ser pirateada.

Este software, garante a comunicação em que não possibilita alguém se “intrometer” nos dados que estão a ser transacionados,  ou  dito de outra forma, a sua ligação privada e segura, não sendo possível haver uma intromissão, seja por hackers, ou por outra entidade, inclusive pelo governo ou pela polícia. 

Com uma VPN o seu endereço de IP é alterado virtualmente, no entanto o seu operador de Internet (ISP, ou Internet Service Provider) sabe que está a utilizar um endereço virtual, não vê que tráfego está a passar.

Já deve ter visto em filmes policiais, que a força policial ao tentar saber a sua localização através do endereço de IP, este endereço vai sendo alterado, “saltando” de país em país. 

Resumindo: Uma VPN permite que o seu endereço real de IP não seja “visível”, excepto para o seu ISP, alterando este endereço virtualmente, alterando virtualmente a sua localização.

É sabido que empresas como a Google, a Microsoft ou as redes sociais (Facebook, Twitter, etc.)  lucram ao “rastrear” a sua navegação e os seus comportamentos, com base na sua localização, mesmo que tenha a localização desligada. Chamo a atenção que apesar de tudo o que muitas pessoas querem estar “anónimas”, no entanto, muitos dos dados referentes a localização, gostos e atitudes, são fornecidos por nós, como também já referi em outros artigos. Por isso, não confunda cookies com a privacidade da localização, uma  VPN virtualmente assegura a troca de localização, mas não o protege do rastreio de outras informações do seu perfil de utilização da Internet que você consentiu em partilhar.

Mas onde entra aqui os cookies e o RGPD

Apesar de já ter escrito um artigo sobre estas questões que pode ler em: https://formacaoajuda.com/2020/02/10/cookies-e-a-privacidade/), os cookies solicitam quase sempre a sua autorização e se ler mais em pormenor, sabe o que pertendem, podendo de facto, não os autorizar.

Todas as principais empresas que comercializam os aplicativos de VPN possuem versões para Windows, para Android e para iPhone (as aplicações para equipamentos da Apple têm alguns protocolos de comunicação diferentes, o sistema operativo iOS é por vezes mais complicado instalar uma VPN), apesar de existir este softwares de forma gratuita, recomendo que invista e utilize uma aplicação de VPN paga, como já foi dito, a alternativa de VPNs gratuitas não são totalmente fiáveis. 

O único serviço de VPN gratuito que posso recomendar com segurança é a opção de VPN integrada navegador (Browser) Opera, ou navegar através do TOR (The Onion Router). 

Pergunta: A utilização de uma VPN é legal?

Sim é, no nosso país a sua utilização é legal. Contudo, se a utilizar para fins ilícitos ou para qualquer actividade que possa ser um crime, a responsabilidade é sua. O seu operador de telecomunicações, tem forma de saber se está a utilizar uma VPN. 

Atenção: se for viajar para alguns países (Rússia, China, por exemplo, a possibilidade de utilizar uma VPN pode ser simplesmente proibida).

A instalação de uma VPN é relativamente fácil, no entanto poderá requerer conhecimentos técnicos e um estudo detalhado, especialmente se for um utilizador empresarial em que a segurança poderá requerer outras regras de instalação. Todos nós passámos a estar mais conscientes da segurança informática e a saber mais de cibersegurança. Todos já ouviram falar dos escândalos sobre a privacidade, como os “vazamentos” do Wikileaks, do caso Snowden e mais recentemente com o caso Rui Pinto.

Por último, se for utilizar uma plataforma electrónica como a UBER ou a GLOVO, não se esqueça de colocar em pausa a sua VPN se estiver a utilizar este tipo de software no seu smartphone.

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