Quais as principais vantagens do Wi-Fi 7 em relação ao Wi-Fi 6
A inovação é quase diária, como bem sabemos e vamos assistindo em diversos locais e orgãos de informação. A tecnologia wireless (comunicação sem fios), vulgarmente conhecida como Wi-Fi, tem evoluído imenso na última década, quer na velocidade, quer na latência e como actualmente usamos em nossas casas esta tecnologia de comunicação sem fios (wireless). Se leram (se não leram aproveitem para ler), em 2021 publiquei um artigo sobre os avanços tecnológicos e a evolução de wi-fi 6 – O que é o Wi-Fi 6″ e sobre as diferenças tecnológicas relativamente ao wi-fi 5 (presente na maioria das nossas casas actualmente). Eis que em 2024 o operador de comunicações Vodafone lança comercialmente o Wi-Fi 7 em Portugal, oferecendo um novo Smart Router com essa tecnologia, apresentando as suas capacidades muito superiores ao seu antecessor Wi-Fi 6, que já superava em muito o Wi-Fi 5. Sendo totalmente verdade, o que não é referido é o que tem de fazer para obter os proveitos dessa tecnologia, que vou passar a esclarecer neste artigo.
Wi-Fi 7: A Próxima Geração de Conectividade Sem Fio
O Wi-Fi 7, ou o padrão de comunicação IEEE 802.11be e apelidado de Extremely High Throughput (EHT), o que representa um salto significativo na tecnologia de redes sem fio (wireless), prometendo velocidades mais rápidas, menor latência e maior capacidade, muito superior ao seu antecessor wi-fi 6 (abaixo apresento uma tabela com as diferenças básicas). De facto, o Wi-Fi 7 representa a próxima geração de conectividade sem fio, assista ao vídeo da Wi-Fi Alliance, oferecendo velocidades teóricas de até 46 Gbps – um aumento significativo em relação aos 9,6 Gbps do Wi-Fi 6. Esta nova tecnologia não é apenas mais rápida, mas também mais eficiente e mais estável (especialmente os Gamers que gostam da tecnologia mais recente e utilizam equipamentos topo de gama).

Comparar a tecnologia Wireless (Wi-Fi)
Principais Inovações em Relação ao Wi-Fi 6
1. Maior Largura de Banda
– Introdução de canais de 320 MHz (dobro do Wi-Fi 6);
– Suporte para múltiplos links simultâneos;
– Maior capacidade de transmissão de dados;
– Superior nível de conexão a dispositivos IoT (Internet of Things).
Principais desafios na Implementação
1 – Custo Inicial
O Wi-Fi 7, como no Wi-Fi 6, vai exigir um conjunto de situações que têm um custo avultado para o mercado residencial, que é muito provável não estar preparado para tirar partido desta tecnologia e obter os benefícios desejados.
2 – Equipamentos mais caros no lançamento desta tecnologia
No momento, há poucas opções de hardware disponível com suporte ao Wi-Fi 7, mesmo ao nível de Desktops, devendo as suas placas de rede serem compatíveis (IEEE 802.11be), Slot PCIe x4 ou superior, os processadores possuírem chipsets compatíveis. Em termos de smartphones e tablets estes têm que possuir antenas de captação compatíveis com Wi-Fi 7, assim como processadores muito recentes (apenas são conhecidos actualmente em smartphones em modelos de ponta em marcas como Samsung, OnePlus e Xiaomi).
3 – A infraestrutura e a rede a implementar
A implementação do Wi-Fi 7 exige um planeamento cuidadoso na infraestrutura de modo a garantir um desempenho optimizado e uma cobertura completa. Deve começar por avaliar a área que irá ser coberta, quer ao nível das comunicações sem fio e as que terão que ser efectivamente ligados a equipamentos usando cablagem (cabos RJ45) na ligação ao router (roteador). Comece por realizar um levantamento detalhado do espaço de implementação da sua rede, que deve ser estruturada, de modo a identificar as áreas que precisam de cobertura Wi-Fi e os obstáculos que podem interferir com a recepção no sinal. É provável que necessite de mais com antenas de recepção, de forma a ser suficiente uma boa cobertura (embora o Wi-Fi 7 seja uma tecnologia de rádio, o Wi-Fi 7 operar na banda de 6 GHz, uma ligação de rede cablada por cabo Ethernet de categoria 6, categoria 7 ou mesmo de categoria 8) será indispensável e pode fazer toda a diferença na forma que conecta os dispositivos ao seu roteador principal, já que este equipamento desempenha um papel fundamental na estabilidade e velocidade da sua conexão). Pode até ser necessário (dependendo da distância) a equipamento de rede que ajude na propagação do sinal. como os switch que devem ser compatíveis com os padrões mais recentes.
4 – Manutenção
As redes sem fio com Wi-Fi 7 exigem uma manutenção regular para garantir o melhor desempenho. Existem diversas variantes a ter em conta (as redes sem fio são suscetíveis a interferências de outros dispositivos eletrónicos, às “redes vizinhas” e até mesmo condições climáticas), devendo monitorar a qualidade da rede, assim com monitorar a intensidade do sinal, já que pode existir a presença de interferências com a cobertura em todos os pontos da rede e a a propagação do sinal estar em causa. Deve estar atento a actualizações, quer ao nível do software, como do firmware dos equipamentos, saiba que as atualizações de firmware trazem correções de segurança e melhorias de desempenho. Deve garantir a limpeza dos dispositivos, a acumulação de poeira e do calor nos equipamentos pode afectar o seu desempenho, uma limpeza regular é essencial. Por último, é importante fazer backups regulares das configurações dos equipamentos para facilitar a recuperação em caso de problemas.
O Wi-Fi 5, o Wi-Fi 6, o Wi-Fi 7 e o Li-Fi

- O Wi-Fi 5 é um padrão consolidado, mas com limitações.
- O Wi-Fi 6 oferece melhorias significativas em termos de velocidade e capacidade.
- O Wi-Fi 7 promete revolucionar a conectividade sem fio nos próximos anos, mas ainda está em fase de adopção pelo mercado, ou seja a sua oferta ainda é muito escassa.
A velocidade entre Wi-Fi 7 e o Li-Fi
Leram o meu artigo sobre o Li-Fi (ou Light Fidelity), podem estar a pensar: mas onde se encaixa o Li-Fi nesse contexto?
Se bem se recordam, o Li-Fi é uma tecnologia que utiliza a luz visível para transmitir dados. Em vez de ondas de rádio como no Wi-Fi, o Li-Fi utiliza a modulação da intensidade da luz para transmitir informações, teoricamente, o Li-Fi pode atingir velocidades muito superiores ao Wi-Fi 7, chegando a mais de 100 gigabits por segundo. Também como se sabe a luz não atravessa paredes, o que torna a conexão mais segura e menos suscetível a interferências externas, mas eventualmente uma forma diferente de comunicação sem fios. Apesar de ser uma tecnologia com capacidades avançadas tecnologicamente, esta ainda está em desenvolvimento e a sua padronização não está tão avançada quanto a do Wi-Fi.
Questão: Qual a relação entre Wi-Fi 7 e Li-Fi?
Coexistência: É possível imaginar um futuro onde Wi-Fi e Li-Fi coexistem, com o Wi-Fi fornecendo conectividade geral e o Li-Fi oferecendo velocidades extremamente altas em áreas específicas.
Tecnologias complementares: Wi-Fi e Li-Fi não são concorrentes, mas sim tecnologias complementares. O Wi-Fi é ideal para aplicações móveis e de longo alcance, enquanto o Li-Fi é mais adequado para ambientes internos e com alta densidade de dispositivos.
Análise Comparativa
- Wi-Fi 7: É a evolução natural do Wi-Fi, oferecendo um salto significativo no desempenho e capacidade. É ideal para aplicações que exigem alta velocidade e baixa latência, como jogos online, streaming de vídeo em 4K e realidade virtual.
- Li-Fi: Apresenta um potencial enorme para aplicações específicas, como em ambientes industriais onde a segurança e a velocidade são prioritárias. No entanto, a necessidade de linha de visão e a falta de padronização limitam sua adoção em larga escala no momento.

Um pouco de História: Recuando até ao inicio da tecnologia wireless ou Wi-Fi
No inicio da comunicação entre equipamentos usando ondas de rádio para transmissão de dados, portanto uma forma de comunicar sem fios, as empresas AT&T e NCR criaram em 1991 o precursor do Wi-Fi, ao conectar os dados que eram inseridos em caixas registradoras transmitindo-os. Inicialmente recebeu o nome de WaveLan, mas depressa foi sendo falado como uma comunicação que devia ter um nome mais impactante no mercado, tendo surgido numa reunião de marketing o termo Wi-Fi, um trocadilho com Hi-Fi (abreviatura conhecida em inglês para “High Fidelity”), que significa alta-fidelidade, tendo sido adoptado este nome. Mas esta tecnologia começou muito antes do termo se tornar popular. Em 1971, pesquisadores da Universidade do Havaí criaram o ALOHAnet, hoje considerado como o primeiro sistema de comunicação sem fio entre computadores, criando assim as bases para o que viria a se tornar o Wi-Fi moderno.
Marcos Iniciais
- 1985: A FCC (Federal Communications Commission) torna livre as bandas ISM para ser usadas sem licença
- 1991: NCR Corporation/AT&T inventam o precursor do Wi-Fi para os sistemas de caixas registradoras
- 1997: Primeiro padrão IEEE 802.11 é publicado
Evolução
- Wi-Fi 1 (IEEE 802.11b) – 1999
- Wi-Fi 2 (IEEE 802.11a) – 1999
- Wi-Fi 3 (IEEE 802.11g) – 2003
- Wi-Fi 4 (IEEE 802.11n) – 2009
- Wi-Fi 5 (IEEE 802.11ac) – 2014
- Wi-Fi 6 (IEEE 802.11ax) – 2019
- Wi-Fi 7 (IEEE 802.11be) – 2024
O Impacto Social e Económico
Transformação Digital
- Democratização do acesso à internet
- Revolução móvel
- Internet das Coisas (IoT)
- Smart homes e cidades inteligentes
Mercado e Indústria
- Crescimento exponencial de dispositivos conectados
- Novos modelos de negócio
- Transformação do trabalho (home office)
- Indústria 4.0
Perspectivas Futuras
Tendências Emergentes
- Wi-Fi 8 (IEEE 802.11bn) em desenvolvimento
- Integração com 5G/6G
- Comunicação sensível ao contexto
- Inteligência artificial na gestão de redes
- Redes auto-organizáveis
Aplicações Futuras (de acordo com diversos especialistas)
- Realidade virtual/aumentada (leia neste site o artigo O que é o Metaverso)
- Hologramas em tempo real
- Veículos autónomos (leia neste site o artigo neste site sobre Smart Cars e as novas Tecnologias)
- Cirurgias remotas
- Computação quântica distribuída (leia neste site o artigo neste site o que é o que é a Computação Quantica e o seu poder nas Tecnologias)
Conclusão
O Wi-Fi 7 representa um salto significativo em termos de conectividade sem fio, oferecendo velocidades impressionantes e recursos avançados. No entanto, a sua implementação no mercado residencial requer planeamento cuidadoso e investimento adequado. Actualmente são poucos dispositivos compatíveis com esta tecnologia, mas certamente vão chegar nos próximos meses equipamentos que usufruam completamente desta tecnologia. Ou seja, é recomendável aguardar uma maior disponibilidade de dispositivos compatíveis e a queda nos preços.
Para aqueles que procuram o máximo em performance wireless, o Wi-Fi 7 oferece benefícios claros, especialmente em ambientes com alta densidade de dispositivos ou aplicações que requeiram uma baixa latência e uma alta velocidade de download e de upload. Saiba que é importante avaliar cuidadosamente as necessidades específicas e o custo-benefício antes de fazer a atualização, já que não será barato e pode ser complexo tecnicamente. Se não for técnico com experiência na instalação de redes, é provável não conseguir implementar na sua residência.
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Obrigado
Obrigado.professr,Rui,abraço.
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Espero ter elucidado e esclarecido que não é fácil instalar este router para poder usufruir das suas funcionalidades, apesar da sua tecnologia ser fantástica e ser um grande avanço.
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